O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Christmas time is here again - The Beatles

Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.

Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.
Que não se percam os verdadeiros sentidos do Natal e da vida.

Boas festas

Boas festas
Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Cinzas no horizonte





                    Você já teve a sensação de, não apenas o mundo, mas a vida também estar cada vez mais cinzento, mais pobre e mais insosso, além de os lugares e as pessoas estarem se tornando cada vez menos interessantes, principalmente quando se percebe que o mundo continua igual ou piora, como foi dito, e quando se entra num novo ano em luto pelas perdas que só se acumulam???




                     Você já teve a sensação de isolamento e de o mundo inteiro estar contra você, pisoteando-o, censurando-o, querendo furar seus olhos, lacrar sua boca e sufocar você, caso se atreva a tentar expressar alguma reclamação ou seu desejo ou sua admiração por algo??? Sabe aquela sensação de o mundo não querer que você viva e seja feliz como as outras pessoas???



                      Você já teve a sensação de estar num limbo entre aquilo que você foi e aquilo que se esperava que você fosse agora??? Sabe aquela sensação de falta de identidade com o meio em que vive e com as pessoas com quem se convive no cotidiano??? Sabe aquela sensação de estar deslocado, como se tivesse nascido no lugar e época errados??? Sabe aquela sensação de que, por isso, o mundo está contra você, e todos olham de maneira atravessada para você, como se fosse um leproso ou uma leprosa??? Nesse momento, a vontade é de ir embora para uma Pasárgada, porque aqui não dá mais.


                    Você já teve a sensação de não ter uma história de vida que seja transmissível às gerações seguintes, sem sentir vergonha??? Se teve, certamente você não está sozinho(a). Outras pessoas tiveram histórias de vida menos honrosas que a sua, mas souberam dar a volta por cima e pelo menos tentaram fazer de suas histórias bons exemplos para a juventude, como dito.



                    Você já teve a sensação de estar sentado num barril de pólvora prestes a explodir??? Sabe aquela sensação mista de inquietude e de insatisfação, por não conseguir encontrar um lugar seguro no mundo para chamar de seu, porque, onde se pousam os pés, o chão não oferece firmeza suficiente???


                    Você já teve a sensação de ser um lixo ou um material descartável qualquer, porque hoje você está sendo útil à uma causa, pregando um pouco de ciência e de sabedoria, mas, amanhã, suas ciência e sabedoria podem perder valor???



                    Não pretendemos ser as últimas Coca-Colas do deserto, até porque a vida humana, infelizmente, já não é mais tão preciosa como deveria ser. Mesmo que sejamos brancos, baratos e abundantes, merecemos mais respeito conosco. E ainda perguntam porque somos relutantes em trabalhar em qualquer lugar.



                    Em algum momento, inexoravelmente sentiremos que não somos intangíveis, tampouco imortais, quando nos recordamos que o machado corre o mesmo risco que a madeira. Sentiremos ainda quando chegar a hora de reconhecermos os nossos lugares, ou melhor, que não estamos em nossos lugares e que precisamos sair da frente para dar espaço àqueles que vêm a seguir. Assim como os elefantes velhos se afastam da manada, por vezes precisamos admitir que nos consideram atrasados e inúteis, sendo, portanto, uns empecilhos pesados ao progresso, e fazer um recuo estratégico.



                   Como dito, às vezes você precisa abrir mão de algum acessório para ficar mais leve. Aquilo que ajudava a viver agora atrapalha a caminhada, quando você descobre que o seu fardo mais pesado não está no corpo, mas na mente.



                   Dizem que fecha-se uma porta e abrem-se outras. Por vezes, a porta fechada pode ser aberta novamente. Assim segue a vida, de uma forma ou de outra. Enquanto estamos aqui, como dito, não podemos parar. Temos que seguir lutando.








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