O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

Display

Pesquisar neste blog

Inscreva-se e siga nossa newsletter

Translate us (traduza-nos)

domingo, 2 de novembro de 2014

Presença fundamental



                      Já foi comentado aqui o temor de que, com o ganho de alguma relativa autonomia por parte de outros profissionais da saúde, o médico venha a se tornar um ser dispensável e possa até chegar a ser banido de muitos estabelecimentos de saúde. Não acreditamos que se chegue a tal ponto.


                      Se nos permitir a comparação, nos templos católicos, nem sempre os padres estão disponíveis. Então, eles deixam o pão e o vinho previamente consagrados para representar o corpo e o sangue de Cristo, respectivamente, e um ministro da Eucaristia, um responsável pela liturgia ou uma outra pessoa de destaque e de reputação ilibada na comunidade religiosa conduz um ato religioso similar à missa convencional chamado de "Celebração da Palavra".

                      Trata-se de uma estratégia interessante a ser empregada eventualmente, nas situações excepcionais em que o padre não pode estar presente para celebrar a missa naquela igreja, valendo-se do argumento de que a presença de um padre não seria tão essencial, para que se fizesse também presente o Espírito Santo. Entretanto, nalgumas igrejas, essa prática tornou-se corriqueira e sistemática.



                       Nem tanto ao céu ou ao mar. De fato, nos templos religiosos e nos serviços de saúde, há certas coisas que podem ser resolvidas sem a presença de um sacerdote ou de um médico, respectivamente, mas seria interessante se esses profissionais procurassem sempre se fazer presentes, para mostrar que são essenciais, ou melhor, para reforçar que são essenciais, porque essenciais a população já sabe que eles são.


                       O mesmo se aplica aos outros profissionais que atuam nesses serviços, que também devem se apresentar, dizer a que vêm, explicar como podem ser úteis à comunidade, enfim, eles também devem se impor e mostrar que também são importantes, dentro de seus escopos.



                       Como já foi dito aqui, é mais uma questão de somar competências e dividir responsabilidades. E como também já foi comentado aqui, seria mais uma questão de o médico saber se impor e saber ocupar seu devido espaço, pois, como diria o filósofo, se você não comparecer com a sua mulher, alguém o fará.


                       Apesar de hoje ser dia de finados, todos temos que nos levantar, levantar nossas cabeças, meter a mão na massa em prol do bem estar de nós mesmos e dos demais que estão vivos ao nosso redor, como fizemos domingo passado, quando fomos às urnas, e provar que também estamos vivos ainda e presentes no mundo. Portanto, tenha um feliz domingo.
               


************





Nenhum comentário:

Postar um comentário