O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sábado, 26 de julho de 2014

Honestamente 2



                        Como falamos tanto em Argentina, nas postagens anteriores, para encerrar o assunto, deixemos uma breve história: há alguns anos, fui à um congresso em Buenos Aires. Tentaram me assustar, dizendo que lá haveria muita hostilidade contra brasileiros e que muitos taxistas em Buenos Aires, por exemplo, teriam o costume de passar troco do pagamento das corridas com notas falsas, principalmente para os turistas.
 

                        Não me recordo de ter tido problemas, nem com taxistas, nem com comerciantes, nem com outros cidadãos argentinos, que, em geral, são gente boa. Pelo contrário, fui muito bem tratado. O problema é que, nós, brasileiros, temos medo de que os estrangeiros, principalmente os argentinos, contra quem nutrimos certa antipatia, nos passem a perna, mas, como aqui cada um só pensa no seu, não nos lembramos do quanto estamos mal acostumados a passar a perna em nós mesmos. 


                        O jeito deles de falar pode soar meio arrogante aos nossos ouvidos, dando a impressão de que estão brigando por algo, mas é assim mesmo. Acontece que eles falam um espanhol bastante carregado com um certo sotaque italiano. 


                        Para quem quiser visitar a Argentina, recomendo. Às vezes, dá até para se sentir em casa, pois eles têm algumas coisas em comum conosco, como os postos Petrobras e a paixão pelo futebol, por exemplo.


                     


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