Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.

Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sábado, 24 de maio de 2014

Operação Valquíria


                       Aqui principiamos a expor nossas expectativas para as eleições gerais deste ano, fazendo votos de mudanças para o Brasil, pois já não podemos mais aceitar nem o retorno ao passado, nem a manutenção do estado presente.


                       Reconhecemos que o Brasil experimentou alguns avanços em diversos campos, nas últimas décadas, embora esses avanços ainda tenham sido insatisfatórios, por se mostrarem insuficientes para trazer saúde, trabalho, educação, paz, segurança e felicidade para a maioria dos brasileiros. A política do governo presente tem privilegiado alguns extremos da sociedade, mesmo sem saciá-los plenamente, deixando a ver navios o restante da sociedade.

                        Os problemas do Brasil não podem ser totalmente atribuíveis ao governo atual de esquerda, porque são bem mais antigos. O mal do governo atual não pode ser totalmente atribuível a um só partido, mas aos seus aliados oportunistas que ora são de direita e ora são de esquerda e cujas lideranças querem viver à sombra dos programas sociais e pseudoassistencialistas governamentais. Programas esses que não estimularam a violência e a indigência. Pelo contrário, tentaram miná-las. Se eles se agravaram, a culpa não foi daquele partido. Tentaram-se diminuir gradativamente as desigualdades sociais com aquelas políticas de assistência social, mas parece que o tiro saiu pela culatra.                        

                        Sanaram-se, em parte, algumas desigualdades, criaram-se outras. Muitos consideram, por exemplo, injusto que filhos de presidiários recebam ajudas de custo, enquanto as vítimas desses presidiários ou os parentes dessas vítimas, quando mortas, nada recebem, ou que muitas pessoas recebam bolsas do governo porque não trabalham, para que se acomodem e continuem sem trabalhar. Seja como for, talvez o governo tenha criado os tais programas de assistência justamente para tentar diminuir a pobreza, a fome, a miséria e a indigência materiais. No entanto, parece não ter havido esforços para diminuir esses mesmos elementos dos pontos de vista intelectual, moral e espiritual.

                       Os maiores problemas do Brasil não são a fome ou a pobreza. É a falta de caráter de muitos brasileiros que quase sempre querem ocupar as posições de vítimas, independente de classes sociais, mas que só pensam nos seus. Quando as oportunidades se tornam propícias, caem as máscaras, e aquelas pessoas revelam quem realmente são.

                       Quando o Estado se omite, as leis e a ordem são ignoradas. As pessoas se tornam relapsas e desviam seus comportamentos para a libertinagem. Elas se deixam levar pelas multidões, admoestando umas às outras a se soltarem, deixarem a retidão de caráter de lado, sob o pretexto da fome e da miséria, procurarem novos deuses referenciais e praticarem coisas que talvez não pratiquem de costume. Assim foi relatado naquela passagem do Antigo Testamento, quando Moisés acampou em algum lugar do deserto juntamente com seu povo resgatado do Egito, subiu em um monte para orar e lá ficou por tempo suficiente para ser esquecido por seu povo, que esqueceu-se também de Deus e resolveu criar novos ídolos para adorar, como um bezerro de ouro, por exemplo. Assim agem aquelas pessoas que se aproveitam das greves de policiais militares, em qualquer lugar do Brasil, para cometer delitos, como saques, por exemplo, e, quando já são criminosos profissionais, intensificam suas atividades.

                       Falando em greves de policiais, estão mantendo o líder das mais recentes greves de policiais militares da Bahia, um vereador do município de Salvador, em uma prisão de segurança máxima, em Brasília, próximo aos réus condenados no processo do Mensalão, mesmo doente, como se ele fosse um criminoso da mais alta periculosidade.

                       Outros países enfrentam os mesmos problemas que o Brasil enfrenta, mas neles não se veem tantas conivência e tolerância com esses problemas, nem com os crimes hediondos que aqui são cometidos e supostamente atribuíveis aos nossos problemas socioeconômicos.

                       Enfim, onze anos foram insuficientes para resolver de maneira satisfatória problemas que parecem se agravar inexoravelmente desde os tempos coloniais. Com seus programas de apoio, o governo não conseguiu impedir que a fome, a miséria, a pobreza e a indigência continuassem crescendo e se somassem ao desemprego, à falta de educação precária, à falta de caráter de muitos e à violência. Como resultado, vemos que muitos jovens continuam se sentindo encorajados a ingressarem na criminalidade, cada vez mais jovens, cada vez mais ousados e cada vez mais violentos, e nada parece intimidá-los, nem mesmo a possibilidade de redução da maioridade penal.



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