O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pedaços de mundo


                       Outro assunto bastante abordado pela imprensa, nas últimas semanas, é a crise política na Ucrânia. Tudo começou quando o governo ucraniano optou por intensificar as relações com o governo russo, em vez de intensificar relações com a União Europeia, fato que desagradou muitos cidadãos. Além disso, a Crimeia, uma província ucraniana situada na fronteira com Rússia, cuja maioria da população é de origem russa, aprovou, por meio de um referendo, seu desligamento da Ucrânia e proclamou-se parte da Rússia. Logo, as Forças Armadas da Rússia ocuparam e tomaram posse da região.

                        Se o referendo foi realizado de maneira honesta, justa e dentro da lei, não nos cabe julgar, mas, se a maioria dos habitantes da Crimeia quer ser russa, enquanto a maioria dos países que compunham a extinta União Soviética quer dela se afastar, o que se há de fazer??? A Crimeia parece estar mais ligada política, étnica e culturalmente à um dos lados. Teoricamente, é ela quem devem decidir aonde vai e arcar com as consequências da escolha de se integrar à Rússia, o que não deve chegar a ser uma unanimidade absoluta entre os moradores do lugar. Então, a Crimeia pode vir a se tornar uma nova Chechênia, quando os descontentes internos e externos com a nova situação começarem a se manifestar.

                        Embora o capitalismo também não seja "flor que se cheire", o socialismo também não é a melhor alternativa a ele e já se mostrou um fiasco. Muitos dos antigos países socialistas não querem mais o socialismo. Nem a Rússia, que foi o núcleo da maior nação socialista que o mundo conheceu, quer mais o socialismo. Países como a Ucrânia estão cansados de interferências da Rússia em seus cotidianos e daquele passado de imposições e de opressão. Somente China, Coréia do Norte e Cuba seguem aparentemente acreditando nos seus ideais socialistas.

                        De qualquer maneira, aparentemente, a Ucrânia sai no lucro, em recuar e não se bater com a Rússia pela posse da Crimeia, porque o governo anterior parecia disposto a entregar o país inteiro de bandeja aos russos. Será que a Ucrânia tem tanto a perder assim, se abrir mão da Crimeia??? Tem sim. Parece que essa história ainda está longe de acabar. Cedendo-se a Crimeia, ainda que à contragosto, abre-se um precedente perigoso. As soberanias nacionais da Ucrânia e de países vizinhos podem estar comprometidas. Os países do Ocidente, principalmente os Estados Unidos, não gostaram deste desfecho. Tampouco o Brasil, de quem a Ucrânia também espera apoio. Note que não são apenas os interesses da Ucrânia e da Rússia que estão em jogo. Esse impasse com relação à Crimeia vai muito além das diferenças entre capitalismo e socialismo. Até agora, sabemos que, na Ucrânia, a coisa está ruça mesmo. Os próximos capítulos dessa novela devem trazer mais esclarecimentos.



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Um comentário:

  1. A Crimeia historicamente sempre esteve mais para Rússia que para Ucrânia. Os russo já tinham ali uma base militar há muitos e muitos anos. Há o risco ainda da Ucrânia perder parte de suas fronteiras mais ao leste na fronteira com a Rússia.

    A questão é que Barack Obama pelos EUA, e os líderes europeus dormiram no ponto. Parecem anestesiados, dopados. Vladimir Putin, foi reconhecido pela propria revista TIME (americana), como o homem mais influente do mundo, ele é decidido e não é alguém que se pode vencer apenas com retórica ou embargos econômicos. A Europa sabe q n tem muito a fazer, eh altamente dependente do gás russo.

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