O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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domingo, 9 de junho de 2013

Retorno 3



                Assim como hoje, naqueles tempos do colégio, meu interesse também estava bastante voltado para as notícias dos meios de comunicação. Todo domingo, havia uma edição nova da revista Veja, na caixa do correio da casa onde morava. Todo aquele interesse por notícias era incentivado por nossos pais e mestres, para que nos tornássemos aptos a fazer boas provas nos vestibulares, especialmente em redação, história e geografia.



                Hoje, meu interesse por notícias é outro. Vivo boa parte do dia como um adulto. Acordo, me preparo para sair de casa e dirijo ouvindo emissoras de rádio, como a CBN e a Band News FM, por exemplo. O objetivo é saber o que está acontecendo ao meu redor, além de colher material para me intrigar e para escrever aqui, pedindo justiça. Claro que também tenho meus momentos de descontração e de ouvir músicas, como agora, enquanto escrevo, por exemplo.

                Nos primeiros meses daquele ano, houve um surto de viroses entre os nossos professores. Vários deles adoeceram, um após o outro, e tiveram de faltar, por alguns dias, mas isto não chegou a comprometer o andamento da grade curricular. Conseguimos recuperar o tempo perdido.

                Todos os dias, passávamos pelo menos dois tempos de duas horas e meia por dia, esquentando nossas cadeiras, confinados em salas de aula. Não consigo mais me imaginar vivendo uma rotina assim, me dedicando exclusivamente a participar de maratonas de aulas, uma após a outra. Aqueles cujas vidas ainda se resumem a uma rotina como essa são uns verdadeiros heróis. Mais heróis ainda são aqueles professores do ensino médio e dos cursos pré-vestibulares que passam os dias cruzando a cidade, dando aulas em vários colégios, se dividindo entre mais de um emprego, para manter algum padrão de vida. Hoje vivo uma situação parecida com as deles, me dividindo entre a residência médica, consultórios e plantões.


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