Viva São João!!!

Viva São João!!!
Felizes Festas Juninas.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Flagrante do cotidiano 15


                          As imagens que se veem acima e ao longo desta postagem são alertas de engarrafamentos, em algumas das principais avenidas de Fortaleza, que recebi através do aplicativo Waze instalado no Iphone, enquanto estava dirigindo pela cidade, ontem à noite. Como se pode ver, são muitos pontos de engodos no trânsito. Não apenas ontem, mas, ao longo desta semana, parece que o trânsito por aqui, nos horários críticos, esteve mais viscoso que o habitual. A cidade estava muito parada, na hora em que ela mais precisa se movimentar.
                        
                          Por conta disso, há quem defenda a cobrança de pedágios, em algumas vias, e a implantação do sistema de rodízio de veículos, em Fortaleza. Essa discussão já é meio antiga. Essas propostas parecem simples, porque resolveriam o problema dos congestionamentos, à curto prazo, pela limitação forçada da quantidade de veículos em circulação.

                          Entretanto, surgiriam novos problemas. A maioria das pessoas possui apenas um veículo motorizado e precisa desse veículo para se deslocar. As pessoas que tiverem algum recurso comprariam outro veículo, com placa que tivesse letras e números completamente diferentes da placa do outro, para poder utilizá-lo, nos dias em que um dos veículos fosse proibido de circular, por conta do rodízio. Aquelas pessoas que não pudessem se dar ao luxo de ter dois carros em casa para alterná-los, nos dias de rodízio, teriam de recorrer aos transportes coletivos, que, convenhamos, ainda não serve integral e adequadamente a nossa cidade e tampouco oferece segurança, apesar de algumas medidas terem sido tomadas para otimizar o sistema de transportes coletivos, como a implantação de faixas preferenciais ou exclusivas para ônibus, em algumas avenidas, e de o Metrofor, o metrô de Fortaleza, já estar em funcionamento, por exemplo. Depois conversamos mais detidamente sobre esses pontos. 

                          Cobrar pedágios nas ruas e avenidas significa onerar mais ainda o cidadão que já vive sobrecarregado de impostos e que não vê esses impostos sendo devidamente aplicados, além de já pagar por uma das gasolinas mais caras do mundo. As vias continuariam mal sinalizadas e mal pavimentadas, e aqueles cidadãos que precisam se deslocar em seus carros particulares, sem poder optar pelos transportes públicos, acabariam se submetendo a pagar os pedágios. Afinal, eles não deixariam de trabalhar ou de passar por determinada rua, só porque lá se cobra pedágio. Então, os pedágios não diminuiriam tanto assim o número de carros circulantes.

                          Em suma, o que se pode ver é que pedágios e rodízios não resolveriam o problema do trânsito hipertrofiado. Fosse assim, o principal problema de São Paulo estaria resolvido, e ela não mais seria uma cidade congelada, nos horários de pico dos dias úteis e com rodovias congestionadas, nos feriados. Nem São Paulo e nem Fortaleza estão preparadas para reduzir o tráfego de veículos automotores de maneira tão brusca e incentivar os cidadãos a optarem por meios de transportes alternativos, como a bicicleta, por exemplo. Temos poucas ciclovias e os transportes coletivos ainda deixam a desejar. Depois conversamos mais sobre isso.



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