Viva São João!!!

Viva São João!!!
Felizes Festas Juninas.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Estado de sítio 2


                 Você já reparou que moradores de áreas rurais geralmente mantêm espingardas em suas casas, que eles utilizam para afastar certos animais selvagens e perigosos, matando-os, se necessário, como lobos, raposas, onças, ursos, cobras, aranhas, escorpiões, ratos, entre outros, por exemplo???

                 Pois bem, eles se armam para proteger seus lares contra ameaças irracionais, em situações que nem sempre se pode contar com o apoio de alguém de fora. E agora, eles se vêem obrigados a se armar para se defender de seres que aparentemente são como nós, mas que preferem agir como se fossem aqueles animais citados acima, quando não se pode contar com um apoio externo, porque o Estado falha em nos proteger os lares.


                 Infelizmente, teremos que, cedo ou tarde, nos valer do velho princípio maquiavélico de que "os fins justificam os meios", haja vista que nossa tolerância tem limite. Quiçá nos vejamos obrigados a acabar com os bandidos, antes que eles acabem conosco. Já foram pensadas diversas maneiras de tentar tratá-los como seres humanos e filhos de Deus, com dignidade e respeito, na medida do possível, e de tentar ressocializá-los. No entanto, eles em geral são arredios demais e parecem não querer entender outra linguagem que não seja a das armas de fogo. Preferem se portar como seres primitivos que só conhecem a linguagem da guerra e da violência para conseguirem o que querem.

                 Na verdade, tentamos tratá-los como gente e fazê-los se lembrarem de que também são gente, mas eles preferem se isolar e se posicionar à parte da espécie humana. Eles preferem descer ao nível dos parasitas, às vezes dos predadores, da espécie humana, se equiparar a eles e ainda sentem orgulho disso. Outra evidência de que bandidos são comparáveis aos animais nocivos que transmitem doenças aos humanos, como ratos, moscas e baratas, por exemplo, condição da qual eles se orgulham, é que bandidos em geral têm tempos de vida útil tão curtos quanto os daqueles animais (como diria o filósofo, "vida de malandro é boa demais, pena que é tão curta") e eles também procriam em lugares inóspitos, lugares onde nenhum ser humano gostaria de viver, lugares desasssistidos pelo poder público, onde falta de tudo, falta saneamento básico, falta transporte coletivo, faltam postos de saúde, faltam escolas, faltam áreas de lazer, faltam ruas pavimentadas ao menos com calçamento e iluminadas, mas uma coisa é "sagrada" e não pode faltar em bairros assim: bandidos.

                 Somente eles vivem felizes naqueles lugares, onde eles mandam e desmandam, onde eles proliferam feito mosquitos que, extremamente sedentos de sangue, picam seus vizinhos e saem voando para picar outras pessoas, cidade afora. Quanto maior o abandono dessas comunidades, quanto mais desprovidas elas são das infraestruturas urbanas que eu citei acima, melhor para eles. Quem gosta de viver assim, nas trevas e chafurdando no lixo e no esgoto, transformando a vida de seus pares num inferno ainda pode e ainda quer ser considerado um ser humano???

                 Fatos como esses narrados até agora deixam bem claro que o poder público está perdendo o controle da situação, não apenas no tocante à segurança pública, mas também com relação a pobreza e a falta de qualidade de vida e de outros serviços essenciais para a sociedade. Cidades como Fortaleza, por exemplo, estão praticamente abandonadas, porque o poder público não consegue prover serviços públicos e infraestruturas adequadas a contento para todos os bairros. Todos os três milhões de habitantes sofrem com isso, de um jeito ou de outro, uns mais, outros menos. Depois quero retormar esse assunto e explicar melhor porque isso está acontecendo aqui.

                 Não é querendo fazer apologia da violência pela violência, mas pode vir a acontecer, a qualquer momento, que os policiais de São Paulo percam a cabeça e comecem a agir por conta própria contra aqueles que matam seus companheiros e que ameaçam matá-los também, deixando de observar as leis vigentes e as ordens de seus superiores, fazendo justiça com as próprias mãos, assim como fez Cabo Bruno, depois que perdeu a paciência com os bandidos.

                 Como já foi dito antes, já não sabemos mais o que fazer com os nossos bandidos, porque não sabemos mais onde colocá-los, porque as prisões não os seguram mais, porque a Justiça já não os segura mais. Quando estão presos, eles se tornam piores, porque continuam a delinquir à distância, de dentro da cadeia, e, ao sairem, saem mais fortalecidos e mais orgulhosos, servindo de maus exemplos para que as crianças de suas comunidades sigam seus maus caminhos. Mantendo-os presos, parte de nossos impostos são investidos para sustentá-los, para que eles venham a nos morder depois. Morder é pouco. Morder e arrancar um bom pedaço da pele, talvez um braço, uma perna, enfim, eles nos abocanham com os dentes e, quando nos largam, nos deixam sangrando copiosamente. Precisamos estancar essa hemorragia social o quanto antes, de um jeito ou de outro.
                


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